Verde Comunitário

Projeto de Extensão Universitária do Centro Universitário Metodista Izabela Hendrix


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O “Verde ” e as PANC na mídia!

O Verde Comunitário foi procurado pelo jornal HOJE EM DIA para uma matéria bem legal sobre as Plantas Alimentícias Não Convencionais.

“O número de espécies tóxicas na flora brasileira é pequeno em relação ao de plantas comestíveis, valiosas não só para matar a fome, mas pelos aspectos nutricionais. É importante conhecê-las antes”, alerta a professora de botânica Marina Alvim, do Instituto Metodista Izabela Hendrix.

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Na Praça da Liberdade – Projeto Verde Comunitário mantém canteiros comunitários de legumes e plantas não convencionais. Foto: Cristiano Machado/Hoje em Dia.

A reportagem completa você pode acessar aqui: Fome PANC: curve-se ao sabor de plantas consideradas ‘estranhas’.

♥O Verde Comunitário é um projeto de extensão do Curso de Ciências Biológicas do Centro Universitário Metodista Izabela Hendrix cujo objetivo é dialogar a utilização de espaços diversos dentro do ambiente urbano e peri-urbano para o cultivo agroecológico e comunitário de alimentos, plantas ornamentais e plantas medicinais. Para dúvidas ou participar entre em contato conosco pelas redes sociais ou deixe um comentário.♥

 


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Que tal incrementar sua alimentação e deixá-la PANC?

Você sabia que o verde que nos rodeia e que insiste em crescer nas frestas das calçadas, nos quintais, nos terrenos baldios, nos jardins e nas praças poderiam ser usados como complemento e/ou uma alternativa alimentar?

Você não sabia? Então continue lendo este post e descubra mais sobre isso…

A maior parte da população desconhece as plantas nativas, silvestres ou autóctones das regiões brasileiras, portanto não conhecem sua importância para a diversificação e complementação alimentar, além de nem imaginarem que estas plantas podem ser comercializadas, permitindo assim, uma nova fonte de renda. Isso mesmo que você leu, uma nova fonte de renda.

Muitas destas plantas, nós conhecemos como matos, plantas daninhas ou invasoras, somente porque nascem entre as plantas cultivadas ou em locais onde nós achamos que não poderiam nascer, mas uma pequena parcela da população, a comunidade científica, reconhece-as como PANC – Plantas Alimentícias Não Convencionais.

A falta de conhecimento por grande parte da população, e/ou o negligenciamento do poder público que, não investe na formação de profissionais e pesquisas científicas que ressaltem sua importância e não disponibilizam subsídios para o cultivo e manejo das PANC, além de não criarem condições para comercialização e inserção destas espécies no mercado, bloqueiam a popularização e a difusão dos usos destas espécies no cotidiano da população.

As PANC possuem uma grande importância alimentícia, pois oferecem novas fontes de nutrientes para uma alimentação saudável. Também podem possibilitar uma possível fonte de renda em pequenas e até mesmo em grandes propriedades que poderão produzir alimentos bons, saudáveis e mais disponíveis, por utilizarem espécies regionais.

Mas atenção, a categorização PANC não é perfeita e nem matemática, então o que para nós é uma PANC, pode ser de uso convencional em outros lugares, porém continuam sendo PANC, porque umas das definições de PANC é que todo alimento ou planta que demanda grandes explicações do que é, qual é seu nome, como podemos consumir, ou necessita de fotos para que as pessoas possam ter alguma ideia do que seja, com certeza é uma PANC. Ou seja, não fazem parte do uso real e corriqueiro no dia-a-dia da grande maioria da população.

Então, este post tem o propósito de apresentar algumas PANC encontradas na Região Central de Belo Horizonte e na Região Metropolitana (Justinópolis) de BH, assim contribuiremos para a difusão, popularização e valorização de algumas destas espécies regionais. Indicaremos alguns usos culinários (ideias e formas de aproveitamento, pratos e produtos alimentícios que podem ser feitos) das PANC encontradas e o valor nutricional das mesmas.

Aqui você também pode contribuir com a (re)valorização destes alimentos. Sei que você está se perguntando como? Continue lendo.

Estamos disponibilizando um mapeamento das espécies identificadas e encontradas na Região Central de Belo Horizonte e Região Metropolitana de BH, através do  Crowdmap (https://pancbh.crowdmap.com/) das PANC. Nesta ferramenta, você leitor, poderá inserir outras localizações das PANC apresentadas, como também a localização de novas PANC, então VOCÊ poderá compartilhar conosco as PANC encontradas no seu bairro, no bairro onde você trabalha, no bairro de um amigo, enfim, por onde você andar.

Agora, escolha umas das PANC abaixo, pois acredito que bem pertinho de você tem, mas nem imaginava que podia apreciar na sua cozinha, crie coragem e faça uma das receitas apresentadas e saboreie com prazer.

Bom apetite!!!

  • Hemerocallis x hybrida (Lírio-Amarelo, Lírio-de-São-José)

RECEITA

Patê das flores de lírio-amarelo.

Selecione e lave as flores e botões e pique-os. Em 2 colheres de sopa de azeite refogue, 1 colher de chá de sal, orégano, pimenta e demais temperos a gosto com uma ricota. Dispensa alho, pois já tem gosto de alho. Adicione as flores, mexa e deixe murchar bem. Triture no liquidificador, se precisar coloque água fervente. Consuma quente ou frio. Podem-se usar menos flores, pois é forte.

  • Malvaviscus arboreus (Malvavisco, Hibisco-Colibri)

RECEITA

Chá de malvavisco

Ingredientes: uma colher de chá de malvavisco e uma xícara de chá de água quente.

Modo de preparo: Primeiramente, leve a água para ferver. Assim que começarem a formar as primeiras bolhas no fundo da vasilha, desligue o fogo. Junte o malvavisco, tampe e deixe descansar por cerca de 10 minutos. Em seguida coe e tome morno.

  • Nopalea cochenillifera (Palma-Forrageira, Palma, Nopal)

RECEITA

Palma-forrageira refogada com toucinho e coentro.

Ingredientes: 4 raquetes de palma novinhas (250 g); 2 colheres (sopa) de toucinho fresco cortado em cubinhos; 2 dentes de alho picados finamente; 1/2 cebola picada em cubinhos; 2 colheres (sopa) de cubinhos de pimentão vermelho; 2 colheres (sopa) de cubinhos de pimentão vermelho; 1 pimenta dedo de moça picada; 1 colher (chá) de colorau (urucum); 1/2 xícara (chá) de água quente; sal a gosto e 2 colheres (sopa) de coentro picado.

Modo de preparo: Segure as raquetes de palma com uma luva grossa ou com um pedaço de jornal e raspe os espinhos (embora a maioria ainda seja falsos espinhos flexíveis, alguns afiados e verdadeiros já começam a aparecer) com uma faca ou cortador de legumes. Lave bem, corte em cubinhos e coloque em uma panela. Cubra com cerca de 1 litro de água e 1 colher (sopa) de sal. Leve ao fogo e deixe cozinhar por 10 minutos ou até os cubos ficarem macios. Escorra bem e reserve. Em uma panela, coloque o toucinho e leve ao fogo. Deixe derreter até o toucinho começar a dourar. Se achar muita gordura, escorra um pouco. Junte sobre o torresmo e a gordura derretida o alho amassado e deixe começar a dourar. Junte a cebola e deixe murchar. Adicione o pimentão e a pimenta. Mexa bem. Coloque a palma cozida e escorrida, junte o colorau e a água. Deixe ferver um pouco para pegar gosto e cozinhar o pimentão. Prove e adicione uma pitada de sal se precisar. Junte o coentro, ferva mais um minuto e desligue o fogo.

  • Euterpe edulis (Palmito-Doce, Juçara, Palmito-Juçara)

RECEITA

Geleia de juçara

Colha, limpe, lave e higienize os frutos. Deixe-os de molho em água potável morna até começar amolecer a polpa. Pile os frutos ou utilize despolpador. Utilize 50% de açúcar cristal em relação ao total de polpa fresca ou congelada de boa qualidade. Mexa em fogo baixo até o ponto desejado. Se desejar, há opção de adicionar banana e limão. Em algumas cidades do Sul e Sudeste já existe polpa congelada nas feiras e mercados locais.

  • Aleurites moluccana (Nogueira, Nogueira-de-Iguape, Noz-da-Índia)

RECEITA

Castanhas torradas de nogueira

Colete os frutos ou sementes caídos no chão, tomando o cuidado de coletar somente as desta safra. Limpe e deixe as sementes secarem ao sol ou estufa, pois facilita a abertura. Quebre a casta com o martelo. Ferva longamente as sementes e escorra. Disponha as castanhas em uma fôrma e torre em forno médio com sal a gosto, mexendo de vez em quando. Estão prontas para consumir ou fazer outras receitas com elas.

  • Genipa americana (Jenipapo, Jenipapeiro, Jenipá)

RECEITA

Bolo azul de jenipapo verde

Colha os frutos graúdos, mas verdes. Descasque-os, tire as sementes e triture bem com quantidade necessária de água. Use 2 xícaras de farinha de trigo, 2 xícaras de polpa de jenipapo verde (creme, não azul), 2 xícaras de açúcar, 3 ovos, 3 colheres de sopa de azeite, 1 colher de chá de fermento químico e ½ xícara de água ou leite. Bata tudo. Unte a fôrma, enfarinhe e despeje a massa. Asse em forno pré-aquecido.

  • Syagrus romanzoffiana (Jerivá, Coqueiro-Jerivá)

RECEITA

Palmito refogado de Jerivá

Corte um Jerivazeiro jovem e retire o palmito removendo as folhas e suas bainhas. Limpe e adicione imediatamente os palmitos em bacia com água e um pouco de sal para amenizar a oxidação. Pique os toletes em rodelas e pedaços finos. Refogue em azeite com alho picado, orégano, coentro, sal e outros temperos as gosto.

  • Handroanthus chrysotrichus (Ipê-Amarelo)

RECEITA

Flores de ipê-amarelo salteadas

Colha as flores do ipê-amarelo no pé ou recém caídas no chão, se for um local limpo. Limpe-as, retirando o cálice basal. As do chão geralmente, já são só a corola. Use apenas as corolas (pétalas). Lave e salteia como usual para verduras. Doure o alho, sal e demais temperos a gosto na manteiga e azeite e acrescente as flores, ‘puxando’ na frigideira. Sirva quente.

  • Amaranthus spinosus (Caruru-de-Espinho, Caruru-de-Porco)

RECEITA

Caruru-de-espinho cozido com porco.

Destaque as folhas e brotos terminais, inclusive as inflorescências jovens. Lave-os, escalde-os e pique. Prepare a carne de acordo com sua preferência, doure o alho, cebola e sal a gosto, em duas colheres de sopa de manteiga ou azeite agreguem pimentas de sua preferência e acrescente a carne picada conforme seu gosto. Doure e adicione o caruru-de-espinho, mexa e refogue. Sirva quente com sua refeição básica.

  • Caesalpinia pulcherrima (Flamboianzinho, Flamboian-de-Jardim)

RECEITA

Tapioca com flores de flamboianzinho

Ingredientes: tapioca hidratada (goma de mandioca), sal, flores de flamboianzinho, brotos de girassol, flores de jasmin do cabo, sal.

Modo de preparo: peneirar 2 colheres sopa da massa para tapioca numa frigideira pequena (tamanho para ovo frito); uma pitadinha de sal; colocar as pétalas das flores de flamboianzinho sem os pistilos, pétalas de gardenia, e os brotos de girassol ( tudo previamente lavado); levar a fogo baixo; quando tiver formado uma casquinha pode virar e após 5 segundos retirar do fogo para não queimar as flores.

  • Pachira aquática (Monguba, Cacau-Selvagem)

RECEITA

Castanhas de monguba torradas

Colha as sementes recém caídas sob a planta-mãe. Lave-as e descasque-as (muito fácil retirar a película com uma faca). As castanhas já podem ser consumidas assim frescas, mas com moderação (são deliciosas, mas cautela é recomendável, pois carecem de mais estudos). Fatie como se fosse amêndoa e torre em forno, mexendo de vez em quando até ficarem crocantes. Nem precisam de sal de tão saborosas e crocantes que ficam.

  • Hibiscus rosa-sinensis (Hibisco, Mimo-de-Vênus)

RECEITA

Flores de hibisco como corante.

Colha flores frescas, retire os cálices verdes e lave suavemente. Não deixe para coletar amanhã, as flores de hoje duram somente um dia. Amanha serão outras. Acondicione uma boa quantidade (preferencialmente flores vermelhas) em uma vasilha de boca larga, e adicione a bebida que desejar dar a cor, e. g., cachaça branca, vodca ou vinho branco. Em 12 horas a bebida já estará bem avermelhada. Depois podem usar as flores para patê ou molho.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

KINUPP, Valdely; LORENZZI, Harri. Plantas Alimentícias Não Convencionais (PANC) no Brasil. 2015.


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Colocando sua Horta no Mapa!

Já imaginou ter sua horta no mapa?

Já é possível através do Crowdmap que se trata de um mapeamento coletivo e colaborativo, ou seja, cada um contribui da forma que pode.

A elaboração coletiva de mapas pode ser uma ferramenta útil na evolução, da experiência individual isolada, para a construção de uma análise compartilhada sobre os desafios comuns.

Seguindo os ideais do Mapeamento Coletivo o Verde Comunitário criou o  Hortas Urbanas BH – que é o mapeamento de  experiências espontâneas de cultivo agrícola urbano e peri-urbano em BH.

Dessa forma é possível saber o que BH e região metropolitana planta e como planta.

Deseja participar? É simples:

Entre no hortasurbanasbh.crowdmap.com e clique na opção Enviar Relato

Relato

Enviando um Relato

Após isso você irá preencher um pequeno formulário indicando o tipo de horta que você cultiva, que vai desde a categoria “Horta na janela” à categoria “Grandes Hortas comerciais”, então não tem desculpas pra não colaborar. Após isso coloque seu endereço ou bairro ou região e MÃOS À HORTA!


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Nossa horta é na piscina!!!

O Verde Comunitário mantém uma horta dentro do Instituto Metodista Izabela Hendrix. O propósito é ter um espaço de experimentação para ver o que dá certo e o que não dá. Além disso, a manutenção da horta funciona como uma sala de aula para os extensionistas que podem colocar em prática o que discutem nas reuniões do projeto ou aprendem nas oficinas.

Na Instituição já implantamos hortas em outros lugares, que por motivos logísticos realtivos à administração do campus tiveram que ser desativadas. Tivemos uma horta na laje. Tivemos uma horta em um corredor entre um prédio e um muro. E agora temos uma horta na piscina!!!

telhado

Horta na laje

muro

Horta no muro

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Horta na piscina

Este semestre nossa horta foi implantada em uma área adjacente à piscina da Instituição. Para tanto precisamos nos preocupar com alguns cuidados que antes não eram desafios.
Por exemplo, plantar no pneu não envolve se preocupar se a terra vai ou não sair por baixo. Geralmente a pouca terra que sai suja as imediações, mas nada que uma vassoura não resolva depois. Ainda se você plantar no pneu sobre um local que tem solo embaixo, a água e a terra vão se misturar ao solo. Mas quando é do lado da piscina a coisa muda de figura… Afinal, se a terra for carreada para dentro da piscina, teremos a horta provocando um problema!

Tivemos que fazer vários testes, e em um post futuro contaremos esta história com mais detalhes. Desafios que não são relacionados com a localização também surgiram. Os pulgões… Ah, vamos ficar devendo um post sobre eles também.

É isso ai, queríamos só apresentar para vocês a nossa Horta. Como ela ficou bonita! Os próximos post serão sobre a implantação dela. Aguardem!!!!


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Gostaria de entrar para a equipe do Verde Comunitário?

Requisitos:
– Ser aluno do Centro Universitário Metodista Izabela Hendrix;
– Ser alunos dos cursos: Ciências biológicas, Arquitetura e Urbanismo, Engenharia Ambiental e Sanitária;
– Enviar e-mail para: marina.alvim@izabelahendrix.edu.br11029637_1612866562279165_4134061560702133124_n


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Ahn?

O “Verde Comunitário” é um projeto de extensão do Curso de Ciências Biológicas do Centro Universitário Metodista Izabela Hendrix cujo objetivo é dialogar a utilização de espaços diversos dentro do ambiente urbano e peri-urbano para o cultivo agroecológico e comunitário de alimentos, plantas ornamentais e plantas medicinais.

Nossas atividades buscam transpor os muros da Universidade, compartilhando o conhecimento produzido na Academia com quem quiser!